Comunicação e Educação para a Cidadania

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sócia da ABPEducom e membro do NCE-USP elabora curso de extensão à distância sobre educomunicação

 
A sócia da ABPEducom, Franciele Zarpelon Corrêa, vinculada ao Núcleo de Comunicação e Educação (NCE-USP) elaborou o curso Educomunicação: Mídia, Educação e Cidadania, ofertado pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), com início a partir de 11 de julho na modalidade à distância. Além, de autora e tutora do curso, a pesquisadora atua com a proposta de Educomunicação em projetos do NCE como o curso de especialização Mídias na Educação, oferta São Paulo.

"Trago para estudo e reflexão um breve panorama do Projeto Alunos em Rede – Mídias escolares, fonte de pesquisa de mestrado que realizei na cidade de Porto Alegre (RS). Recupero também, aportes teóricos e reflexivos de cursista do Curso de Especialização em Mídias na Educação, Adélia Reiko Gushomoto Espindola, a qual foi minha orientanda no ano de 2013, pela Universidade Federal de Pernambuco e pelo Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo," menciona Franciele.

De acordo com a autora, o curso aborda reflexões acerca do campo teórico/metodológico da Educomunicação, destacando sua origem, conceito, princípios e áreas de intervenção. Elucida experiências educomunicativas de âmbito, educativo, social e ambiental trazidas por meio do MEC – Ministério da Educação e do MMA – Ministério do Meio Ambiente, assim como sinaliza outras práticas da área, como: Educom.rádio; Educom.rádio.centro-oeste, Educom.TV, Centro de Referência em Educomunicação da FUNDHAS, Educom.geração cidadã, Educomunicação socioambiental no Ministério do Meio Ambiente; Mídias na Educação; Mais Educação; Bem TV – Educação e Comunicação; Ciranda –Central de Notícias da Infância e Adolescência; MOC - Movimento de Organização Comunitária; Rede Mocoronga – uma rede de comunicação comunitária na Amazônia e o Projeto “AlemRede” – Alunos em Rede Mídias Escolares.

Ao final do curso ressalta-se o perfil do novo profissional que surge nessa área de atuação, o(a) Educomunicador(a), com enfoque especial para as novas competências tecnológicas, pedagógicas e comunicacionais requeridas ao mesmo(a) frente às tecnologias midiáticas em dias atuais. Como referencial teórico são recuperados autores de referência na área, como: Freire, Kaplún, Martín-Barbero, Soares, Citelli, entre outros.

Disponível em:
ABPEducom http://www.abpeducom.org.br/2014/07/socia-da-abpeducom-e-membro-do-nce-usp.html 
Programa vamos ler - Sala aberta http://salaaberta.com/2014/07/08/inscricoes-ate-1107-curso-de-extensao-a-distancia-sobre-educomunicacao/
Postado por Franciele Zarpelon Corrêa às 12:22 Nenhum comentário:
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Na trajetória do Mídias na Educação evolução de cursistas marca olhar de orientadora

"Evolução de cursistas, inclusive como educomunicadores, na trajetória do Mídias na Educação (SP), é uma dimensão que a professora mestre Franciele Zarpelon Corrêa salienta em sua prática como orientadora do curso".

Fonte: Blog Mídias na Educação.

https://www.youtube.com/watch?v=xRkcoE-wPvQ


Postado por Franciele Zarpelon Corrêa às 12:03 Nenhum comentário:
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

V Encontro Brasileiro de Educomunicação

Com o crescente envolvimento das políticas públicas, do terceiro setor, de segmentos representados por gestores, docentes, bem como por jovens e mesmo crianças à prática educomunicativa, o V Encontro Brasileiro de Educomunicação  tem como objetivo reunir responsáveis por programas e por pesquisas na área, para uma reflexão sobre os caminhos percorridos e ainda a percorrer.
Mesas Redondas, painéis e oficinas compõem o programa, agregando-se um Cineclube Educomunicativo com o propósito de debater filmes de interesse para a educação. Enquanto nas Mesas Redondas será possível um contato com autoridades públicas e representantes de organismos de caráter nacional, nos painéis, serão privilegiados os relatos das mais recentes pesquisas elaboradas por concluintes dos cursos de Especialização Mídias na Educação (MEC) e Educomunicação (ECA/USP).

No V Encontro, serão homenageados dois educomunicadores latino-americanos recentemente falecidos: Juan Diaz Bordenave, especialista na área da gestão da comunicação nos espaços educativos e Pablo Ramos, um dos mais importantes promotores da educação para a comunicação no continente. Durante o evento, ocorre a assembléia geral da recém-criada ABPEducom.

O evento contará com a “cobertura educomunicativa”, promovida pelos jovens da Viração e pelos adolescentes do Programa Imprensa Jovem, da rede municipal de educação da cidade de São Paulo.

Ismar De Oliveira Soares

Disponível em: http://educomunicacao2013.blogspot.com.br/p/programa.html



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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Jovem Senador 2013 - Buscar voz para ter vez: cidadania, democracia e participação

O Programa Senado Jovem Brasileiro, criado por meio da Resolução nº 42, de 2010, engloba o Projeto Jovem Senador e o Concurso de Redação do Senado Federal. O nome síntese Jovem Senador é utilizado para referir-se ao conjunto das atividades do Programa. 
O Jovem Senador tem como objetivo proporcionar aos estudantes do ensino médio conhecimento acerca da estrutura e do funcionamento do Poder Legislativo no Brasil, bem como estimular o relacionamento permanente dos jovens cidadãos com o Senado Federal.
Para participar da edição de 2013, os estudantes devem elaborar uma redação com o tema “Buscar voz para ter vez: cidadania, democracia e participação”. Os autores das 27 melhores redações – um por unidade da Federação – serão automaticamente selecionados para vivenciar, em Brasília, o processo de discussão e elaboração das leis do País, simulando a atuação dos Senadores da República.
O Programa Senado Jovem Brasileiro conta com o apoio do Ministério da Educação (MEC), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e das secretarias de Educação dos estados e do Distrito Federal.
Conforme a Resolução do Senado Federal nº 42, de 2010, integram o Programa Senado Jovem Brasileiro:
1 – o Concurso de Redação do Senado Federal
2 – o Projeto Jovem Senador
Os vencedores do Concurso de Redação, em cada um dos estados e no Distrito Federal, participarão da edição anual do Projeto Jovem Senador, representando a respectiva unidade da Federação.
Veja aqui apresentação sobre como é o trabalho dos Jovens Senadores
Em 2013, são promovidas a 6ª edição do Concurso de Redação e a 3ª edição do Projeto Jovem Senador.

Disponível em: http://www12.senado.gov.br/jovemsenador/jovem-senador/apresentacao
Postado por Franciele Zarpelon Corrêa às 09:52 2 comentários:
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Quais as raízes da Educomunicação?



Por: Ingrid Evangelista (SP), da Agência Jovem de Notícias

No dia 25 de outubro , jovens dos quatro estados do sudeste brasileiro se reuniram para fazer a cobertura educomunicativa, no IV Encontro Brasileiro de Educomunicação, com o tema “Protagonismo sem fronteiras”.

Enquanto os jovens se dividiram para ficar nas salas de debates com as quais se identificavam, outros fizeram uma intervenção através do jornal mural, chamando tod@s os participantes do evento a interagir, respondendo à pergunta “Quais as raízes da Educomunicação?” Confira as respostas:

Amor, convivência amorosa, sede, diálogo, colaboração, pesquisa, ação, interdisciplinaridade, integração, sensibilidade, olhar crítico, conectar com o mundo, consciência do seu papel, política na sua comunidade, ética, transformação social. Muitos citaram teorias e conceitos relacionados à educom.  Paulo Freire, suas práticas e ideias, obviamente, foram lembrados por muitos. E complementaram: As raízes eu não sei, mas os frutos e flores são muitos e serão sempre maiores e mais belos quanto mais coletar flores. É nós na fita da vida para uma vida boa.

Disponível em: http://www.agenciajovem.org/wp/?p=12198


Postado por Franciele Zarpelon Corrêa às 10:27 Nenhum comentário:
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Especialistas discutem o protagonismo sem fronteiras da Educomunicação

                                                                  

Por: Bruno Ferreira (SP), Evelyn Araripe (SP) e Jackson Boaventura (RJ), da Renajoc e da Agência Jovem de Notícias



A primeira mesa redonda do IV Encontro Brasileiro de Educomunicação (realizada no dia 25 de outubro de 2012) foi marcada por excelentes diálogos sobre as tecnologias da informação e o papel da educomunicação nos espaços educativos e também no debate sobre cultura. Intitulada “Educomunicação: Protagonismos sem Fronteiras”, a mesa contou com a presença do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Muniz Sodré, o diretor de projetos educacionais da Fundação Padre Anchieta, Fernando José Almeida, a presidente do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Tatiana Jereissati e do professor do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, Ismar Soares. A professora da licenciatura em Educomunicação da ECA/USP, Maria Immacolata Lopes, foi a mediadora da mesa.

Muniz Sodré aproveitou o tema para questionar o que de fato é a cultura. “Nós estamos cansados de ouvir falar da cultura como uma palavra sócio-semântica, uma palavra onde parece que vale tudo, mas a questão é muito mais ampla”, disse. Segundo o professor, a cultura é muito diversa e a as tecnologias da informação aparecem para expressar essa diversidade. “A informatização revalorizou a forma de um saber vivo no trânsito cotidiano.”

Sodré, numa tentativa de contextualizar e definir Educação e Cultura, afirmou que “Educação não se confunde com ensino, nem com instrução pura e simples”.  Para o professor da universidade carioca, a sociedade atual não é educativa, mas sim instrucional, valorizando conteúdos em vez de priorizar cognições afetivas para a construção da autonomia dos indivíduos. Muniz Sodré destacou o papel da informática e da Internet na valorização da cultura cotidiana e do saber não formal, o saber da experiência. Ao mesmo tempo, defende o conservadorismo da educação. ”A conservação é um valor de preservação da ética, da crise. A internet entra como um fator de ebulição e agitação de um discurso de conservação social”, afirmou.

Sobre as redes sociais, não acredita que a simples existência desses espaços garante pluralidade e democracia. “É preciso redefinir a palavra voz. Há um outro sentido para voz. Ter voz é a capacidade que se tem de falar criticamente, criativamente e de um modo autônomo. Nada me garante, por exemplo, que o palavrório das redes sociais seja uma voz de autonomia dos jovens. Isso é simplesmente livre expressão. Falar livremente (apenas) não configura democracia”, afirmou o Muniz Sodré nos bastidores, à nossa equipe.

O professor, muito aplaudido pela plateia de 300 participantes, finalizou a sua fala dizendo que “a Educomunicação é um pretexto histórico para reformular e estruturar a noção central de cultura, que é o que as tecnologias da informação trazem: a diversidade, não só de tecnologias, mas a diversidade territorial e a diversidade simbólica. Não é só o tecno, é a logia, que significa um novo tipo de lógica.”

Após a fala de Sodré foi a vez do professor Fernando José Almeida, diretor de projetos educacionais da Fundação Padre Anchieta, compartilhar a experiência de sua instituição com a TV Cultura. Almeida falou sobre a busca por conteúdos que contemplem a educação de forma democrática e como as tecnologias podem atravessar algumas bases do sistema de educação do Brasil. Ele lembrou que a tecnologia também é humana e como ela é possível caminhar junto com a aprendizagem.

“O que o computador faz para ajudar um aluno a trabalhar? Enquanto ele (o aluno) não souber o que um computador faz, ele não fará. Os desafios que se colocam para as secretarias de educação e para o MEC é definir qual a real contribuição das tecnologias para a aprendizagem. Eu diria, como o professor Muniz Sodré falou, que é para criar seres críticos, cidadãos participantes, pessoas que compreendam e interpretem a realidade”, disse em entrevista, nos bastidores, à nossa reportagem.

Na sequência, Tatiana Jereissati apresentou a pesquisa TC Kids Online, criada na Inglaterra e adaptada para a realidade brasileira. A pesquisa, feita em 2012, mostrou alguns hábitos de crianças e adolescentes e suas famílias na internet. Por exemplo, 82% das crianças e adolescentes brasileiros usam a internet para fazer trabalhos escolares e quase metade tem a escola como principal local de acesso à internet. “Isso mostra que a escola pode ser a porta de entrada da criança e do adolescente na internet”, disse Tatiana.

O professor Ismar Soares finalizou a mesa comparando as três apresentações anteriores. Ele disse que todas mostraram a importância da educomunicação e das tecnologias na teoria e na prática. O professor destacou a importância de estudar educomunicação para ampliar as pesquisas da área. “A pesquisa é importante para sabermos quem é quem”, disse. Segundo Ismar Soares, “a educomunicação não é necessariamente uma didática, mas uma metodologia em busca de novos paradigmas. Por isso mesmo, ela não é fechada, está sempre aberta para novas formas de criar. Na educomunicação temos condições de dialogar”.

Disponível em:  http://www.agenciajovem.org/wp/?p=12193
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Protagonismo sem Fronteiras: IV Encontro Brasileiro de Educomunicação

Postado por Franciele Zarpelon Corrêa às 09:25 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Ação de Educar e Comunicar pelo Rádio

SINOPSE:

Esta realização audiovisual relata experiências de Educomunicação, a partir de um inicial diálogo constituído a partir dos processos de produção radiofônica do projeto “Alunos em Rede - Mídias Escolares” da rede municipal de Porto Alegre (RS) e a experiência de rádio-escola, do projeto “Rádio PJM” proveniente do setor da Pastoral Juvenil Marista, da rede particular de ensino da cidade de Joaçaba (SC). Sustenta-se assim, uma postura de observação dos indivíduos envolvidos no processo de produção e apresentação das atividades radiofônicas, na perspectiva de dinamização do direito à comunicação.

Postado por Franciele Zarpelon Corrêa às 07:40 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Escolas vão produzir para a Rádio Web da prefeitura


Programa deverá ser semanal e transmitido no horário dos recreios
16/05/2011 18:03:01
Foto: Guilherme Santos/PMPA
 
Programa deverá ser semanal e transmitido no horário dos recreios

O ato de educar, para a prefeitura de Porto Alegre, não se esgota no ambiente escolar. É verdade que a maioria das atividades está mesmo ligada diretamente às escolas. No entanto, algumas ações realizadas no ambiente das escolas superam os limites físicos. Exemplo disso é o projeto Alunos em Rede – Mídias Escolares, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação (Smed).

Quinze escolas do Ensino Fundamental já participam dessa ação, coordenada pelo professor Jesualdo Freitas de Freitas, assessor pedagógico da Inclusão Digital da Smed. Alunos dessas escolas realizam entrevistas, fazem cobertura jornalística de eventos e colocam esses arquivos eletrônicos à disposição dos internautas no endereço: alemrede.blogspot.com. Existem mais de 350 arquivos de áudio no blogspot, sendo cerca de 250 com entrevistas e reportagens.

No ano passado, o projeto Alunos em Rede – Mídias Escolares foi objeto do trabalho de conclusão do curso de graduação em jornalismo do IPA da aluna Luciane Lourega. Atualmente, Franciele Zarpelon Corrêa, mestranda da Unisinos, estuda o projeto dentro da temática comunicação e educação.

No recreio - Agora, o professor Jesualdo estuda uma maneira de elaborar programas semanais na programação da Rádio Web da Prefeitura de Porto Alegre, divulgando o trabalho dos alunos e interessando cada vez mais escolas no projeto, que funciona por adesão simples dos diretores. Em princípio, o programa deverá ser semanal e transmitido no horário dos recreios das escolas municipais.

Para isso, Jesualdo visitou as instalações da Rádio Web na tarde desta segunda-feira, 16, estabelecendo algumas normas para colocar no ar a produção dos alunos que fazem parte do projeto. Nos próximos dias, Jesualdo vai formatar o programa e apresentá-lo ao Gabinete de Comunicação Social (GCS) para aprovação.

O projeto original começou em 2004 na Escola Municipal de Ensino Fundamental Chico Mendes, no bairro Mario Quintana. Segundo Jesualdo, que é professor de História e radialista, todo o trabalho é feito de acordo com os princípios da Educomunicação, que preconiza a integração às práticas educativas do estudo dos sistemas de educação e a criação e o fortalecimento dos ecossistemas comunicativos em espaços educativos, revendo as relações de comunicação entre direção, alunos e professores.

Acesse, por meio do site www.nossaportoalegre.com.br e das redes sociais (Facebook, Twitter e Orkut) outras infromações sobre como cada um com sua história constrói um pouco da cidade.


/nossa_porto_alegre
Postado por Franciele Zarpelon Corrêa às 14:52 Nenhum comentário:
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Direito à comunicação em tempos de escola

Pensar o direito à comunicação na perspectiva educacional é também abrir-se a possibilidades que engendram a partir de um processo evolutivo de sua prática. Para tanto, faz-se necessário perceber que para a conquista desse direito, é também fundamental considerar o exercício da comunicação ainda em tempos de escola. Visto que, a tomada de consciência da relevância desse processo poderá incidir na decorrência da vida adulta dos sujeitos envolvidos.

Assim, de acordo com o debate articulado no documento Infância e comunicação: uma agenda para o Brasil, da mesma forma como outros direitos humanos fundamentais já referidos, percebe-se que o direito à comunicação tem se consolidado como um princípio significativo para as democracias contemporâneas e também deve ser considerado nas políticas públicas relacionadas com o público infantil e adolescente. Nesse panorama, busco compreender de forma mais específica como acontecem as dinâmicas de produção e execução radiofônica no espaço escolar, tendo como lócus de análise a gestão da comunicação realizada por alunos(as), especialmente o público jovem, bem como as relações de sociabilidade que permeiam a realização dessas atividades, concebidas no âmbito comunicacional e educativo.

Por assim ser, sinalizo também a importância de projetos que vem sendo desenvolvidos na perspectiva de adoção de práticas educomunicativas, como analisam alguns pesquisadores do Núcleo de Comunicação e Educação – NCE, da ECA/USP, o campo de inter-relação comunicação/educação se materializa em algumas áreas de intervenção social, sendo essas: a área da educação para a comunicação, a área da gestão da comunicação no espaço educativo e a área da mediação tecnológica na educação. Cabe a abrangência desse olhar, traduzir um processo de conscientização dos estudantes, que encontram-se ainda em fase inicial de suas vidas, para o envolvimento dos mesmos em atividades comunicacionais que vislumbrem um caminho de libertação e transformação social através da palavra dita.

Nessa medida, Freire (2008) dimensiona três etapas rumo a um exercício de aprendizagem e conscientização no ambiente escolar, sendo estes: consideração da cultura e conhecimentos do educando; exploração de questões que permitam ao estudante partir do senso comum à visão crítica da realidade, na medida em que consegue discutir os temas/problemas; partir também, do abstrato para o concreto, ou seja, realizar a problematização do conteúdo já bem trabalhado, enquanto sugere ações para superação, o que por fim, segundo o educador brasileiro, serve para a conscientização do aluno.

No advir dessa discussão, que compõe alguns elementos de instituição do ser consciente e atuante, o espaço local tem se revelado como possibilidade de construção de novos fazeres a partir da visualização de uma comunicação concebida de forma não-hegemônica, alternativa e de participação conjunta na tomada de decisões e produções radiofônicas, como propõem projetos de Rádio-Escola, na iminência de realização instituída pelo viés de um micro-espaço público de ação comunicativa. Conforme sinaliza Brittos (2008), “a comunicação, por si própria, deveria corresponder a um espaço democrático, se for concebida como um lugar de partilha e construção de informações”.

Perante esse olhar, cabe ressaltar a sua validade, mas também considerar que na ambiência educativa a proposta deve ir além, na perspectiva de unir elementos informativos partilhados e construídos entre os atores responsáveis pela gestão da comunicação, sempre em busca de um trabalho reflexivo destes realizado de forma coletiva, na medida em que possam conjuntamente construir e constituir saberes. Diante disso, alerta Freire (1970) “o sujeito pensante não pode pensar sozinho. Não pode pensar acerca dos objetos sem a co-participação de outro sujeito [...] Esta co-participação dos sujeitos no ato de pensar se dá na comunicação”. Portanto, acabamos de perceber essa relação recíproca visualizada pelo autor, entre a necessidade de junção de uma dupla funcionalidade, caracterizada pelo pensar-fazer de maneira cognoscitiva e comunicativa.

Diante dessa percepção, semeio a seguinte indagação: mas afinal, para que serve a comunicação? Inicialmente considero que tanto a comunicação como a educação são dependentes e complementares para que processos emancipatórios e transformadores sejam possíveis. Sendo assim, de acordo com a cartilha Para fazer Rádio Comunitária com ‘C’ maiúsculo, comunicação seria a maneira pela qual o sujeito pode expressar seus pensamentos, munido de algum conhecimento para alguém que tem interesse em compreendê-los. A educação por sua vez, é realizada através de um processo de formação, onde o indivíduo consegue organizar suas ideias, e com isso tornar a comunicação eficiente.

Perante o exposto, assim como as rádios comunitárias, objeto de estudo da obra anteriormente referida, as rádios escolares e os envolvidos com a sua dinamização, devem estar em constante diálogo para a efetivação do direito à comunicação de forma horizontal. Essa capacidade de interação, respeita também a idealização articulada por Freire (1970), que visualiza a comunicação num processo de não transmissão, visto ser essa abordagem circunscrita numa dinâmica considerada enquanto ato que pressupõe uma invasão a cultura do sujeito, visto que a base autêntica de uma educação genuína deveria conceber o diálogo enquanto referente fundamental na formação humana e social do indivíduo.

Percebo ainda, como indissolúvel a relação entre comunicação e educação, da mesma forma que perspectivas vindas da comunicação alternativa sustentada a partir de um viés de criticidade consciente são essenciais para a autonomia de nossa sociedade. Nesse sentido, ressalto a importância de políticas públicas e até mesmo projetos legislativos, como é caso do Pacto de San José de Costa Rica, que incluiu pela primeira vez o direito à comunicação na perspectiva dos direitos humanos e também, a Lei Estadual nº 8.889/08 que estabelece a implantação de mini-estações de rádio em escolas estaduais do Mato Grosso.

Todavia, estes mecanismos devem estar comprometidos com a necessidade de ampliar e diversificar os discursos, na medida em que não há um monopólio das informações, mas sim o intento de dar oportunidade e liberdade de expressão a todos, num legítimo movimento de democratização do direito à comunicação. Entretanto, cabe lembrar que a expressão desse direito em leis, projetos e políticas públicas seja também exercido e constituído, num processo de amadurecimento constante, iniciado na educação infanto/juvenil e continuado em perspectivas mais abarcadoras de necessidades que venham a surgir na vida adulta dos sujeitos.

Postado por Franciele Zarpelon Corrêa às 17:00 Nenhum comentário:
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Sejam bem vindos(as)... A cidadania pensada a partir da Comunicação e Educação

Esse espaço é destinado a partilha de conhecimentos que melhor dinamizem questões sobre a comunicação e a educação na atualidade. Neste sentido, busco ir ao encontro de possibilidades para a construção de uma cidadania efetiva em ambientes alternativos, como a escola. Para tanto, enquanto recorte dessa temática, visualizo a partir de pesquisa que realizei sobre rádio escolar uma aproximação mais acalorada frente as discussões que cercam o alcance desse objetivo. Também tenho em consideração, demais propostas, reflexões e atualidades que abrangem a esfera da comunicação e educação.












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